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		<title>Ivan Volpe - LAGUNNA</title>
		<link>http://ivanvolpe.blog.terra.com.br</link>
		<description>Este &#233; o meu blog! Aqui vou postar todo e qualquer assunto, artigo, texto e foto que me parecer interessante para o momento, bem como os sentimentos, as letras e m&#250;sicas da minha vida... Pelo menos assim espero... Visite tamb&#233;m: www.lagunna.com.br</description>
		<language>pt-BR</language>
		<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
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			<title>O Messias</title>
			<description>Tanta espera, tanto anseio pelo tal Messias que n&#227;o chega. Mesmo depois de ler e reler as ilus&#245;es daquele autor que adorava gaivotas, mesmo depois de confundir meus desejos de busca pelo divino, ainda estou aqui, na mesma, esperando pelo messias. Tentei seguir as palavras do mais famoso, que se permitiu &#224; cruz criando o maior marketing da hist&#243;ria humana (pelo menos da civiliza&#231;&#227;o atual). Em v&#227;o. Ele tamb&#233;m estava brincando. E pensar que todos estamos brincando... Pelo menos foi o que Ele disse. Mas bem que podia ser s&#243; mais uma piada. Enfim, caminhei por terras sagradas, chamei &#224;s margens de rios e lagos e... NADA. Cad&#234; a porra desse salvador? Esse guia que nos conduzir&#225; ao para&#237;so? Pois &#233;, chego a pensar que para&#237;so nem existe. Como poderia existir se nossos pensamentos e sentimentos por aqui s&#227;o t&#227;o infernais? Tantas guerras pessoais, dramas e sofrimentos desnecess&#225;rios. Que para&#237;so resistiria a tanto medo? E abandonei a busca, assim como abandonei a sensa&#231;&#227;o de saber que TUDO faz parte dessa mesma hist&#243;ria que escrevo, junto a voc&#234; e a todos os outros que, como n&#243;s, ainda guardam no fundo das esperan&#231;as quase esgotadas, a f&#233; de que encontraremos sim um messias e, ironicamente, veremos que seu rosto &#233; um reflexo do nosso pr&#243;prio. T&#225; certo, preciso admitir, ainda n&#227;o desisti! </description>
			<link>http://ivanvolpe.blog.terra.com.br/o_messias</link>
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			<title>Carta de um defunto</title>
			<description>E ent&#227;o morri... Isso mesmo, passei para este lado de c&#225;. E no final das contas, at&#233; que estou gostando muito. N&#227;o h&#225; tanto o que fazer, n&#227;o h&#225; muitos com quem conversar. &#201; bem tranq&#252;ilo! Mas para falar a verdade, j&#225; estava de saco cheio da baderna a&#237; da sua terra. Sem brincadeira. Ah, sei l&#225;... Muita confus&#227;o, muita injusti&#231;a, muito sofrimento. Era tudo t&#227;o dif&#237;cil de conseguir, uma tortura poder se abrir com algu&#233;m, imposs&#237;vel manter um relacionamento saud&#225;vel. Olha, estou bem melhor por aqui. O que? Comida, dinheiro, car&#234;ncia? Deixei tudo por a&#237;, jogado em alguma gaveta que algu&#233;m ainda h&#225; de encontrar e, se tiver coragem, publicar. Mas j&#225; n&#227;o preciso de mais nada disso. E fico pensando, muito tempo passei correndo atr&#225;s de tanta coisa que, olha s&#243;, nem lembro mais, nem me serve mais. Acho que a realidade &#233; que n&#227;o temos nada, n&#227;o somos nada al&#233;m de um amontoado de almas gritando por socorro e esperando que algu&#233;m, daqui desse lado, possa dar uma forcinha e guiar nossos passos. Pois bem, agora que estou aqui, espero n&#227;o precisar guiar os passos de ningu&#233;m. Mesmo porque, imagina s&#243; o que eu acabaria fazendo com o coitadinho... E o pior &#233; que eu nem aprendi ainda a puxar o p&#233;, &#224;s doze badaladas noturnas, de alguns colegas vivos. Ser&#225; t&#227;o divertido... Posso at&#233; ver a cara deles! Olha l&#225;... Aqui, &#233; s&#243; imaginar e j&#225; se v&#234; tudo... puxa, eram bacanas esses caras... &#201;, lembro de uma vez na praia, o Sol batendo no rosto, respingos das ondas nas canelas. Ver&#227;o, cerveja, um viol&#227;o... Puxa, j&#225; n&#227;o posso sentir o Sol esquentar as bochechas e a orelha, queimando os ombros sem protetor - eu nunca me lembrava de passar o protetor, s&#243; quando j&#225; era tarde demais. N&#227;o sinto mais o vento levantar os p&#234;los do bra&#231;o num arrepio, nem a &#225;gua fria do mar nos p&#233;s, j&#225; se enterrando na areia. Que saudade! A minha garota... Ainda sinto o cora&#231;&#227;o pular para fora pela garganta e o est&#244;mago apertar, enquanto uma enorme descarga de adrenalina e serotonina correm pelo corpo todo ao v&#234;-la passear, tirar a roupa... As sensa&#231;&#245;es que s&#243; s&#227;o poss&#237;veis quando se &#233; vivo, quando se pode tocar, mesmo que em ilus&#227;o, um corpo, um piano... Ouvir o som e cantar junto enquanto se ri de todos e de tudo. E pensar que para mim, isso acabou... Ah, n&#227;o. Quem dera voltar, s&#243; um segundo, e poder dar uma baita gargalhada de todos voc&#234;s, buscando o que nunca ir&#227;o achar, pois j&#225; o t&#234;m. Mas acho que essa &#233; a vida, e o fim dela. Isso mesmo, bem aqui, depois do fim, &#233; que a gente percebe qu&#227;o maravilhoso &#233; respirar. E pronto. N&#227;o &#233; preciso mais nada. Bom, deixe-me ir que est&#227;o chamando l&#225; de longe, &#233; hora da aula dos rec&#233;m chegados. Nem sei quanto tempo j&#225; passou desde que estou aqui. Tempo... S&#243; por a&#237;, querido. Aproveite, pois esse tempo &#233; mesmo maluco e quando a gente menos espera tudo muda, tudo vira de cabe&#231;a para baixo. E, nesse fim do tempo para a vida, s&#227;o poucas as coisas que trazemos pra c&#225;. No meu caso, um par de chinelos, cueca, cal&#231;a, camiseta e uma mala cheia de sentimentos que hei de perder por a&#237;, enquanto for refazer meu caminho. S&#243; se pode trazer para c&#225; o que n&#227;o se pode tocar ou ter. Ent&#227;o, meu conselho: escolha bem as sua bagagem, ok? Mas tenha certeza de ter muito para trazer, pois &#233; indiferente o que fica por a&#237;, aquele monte de tranqueira. E at&#233; daqui muuuuito tempo.</description>
			<link>http://ivanvolpe.blog.terra.com.br/carta_de_um_defunto</link>
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			<title>E ent&#227;o o tempo parou</title>
			<description>Nada mais poderia ser notado, nem tocado. As gotas da chuva cristalizavam no ar frio de Sol brilhante. Eram agora pequenos diamantes, expostos a quem os quisesse roubar. Mas ningu&#233;m poderia ouvir ou ver, que ali ao centro daquele breve entardecer, uma nova crian&#231;a nascia, sofrendo para romper seu casulo protetor, chorando aos solu&#231;os, mas ainda sem dor. Seus olhos puderam observar tudo, mesmo sem compreender os detalhes do mundo, somente a vastid&#227;o de toda a grandeza emp&#237;rica que carregava consigo por toda a viagem. E tudo o que ela sentia, impresso em sua agonia, era voltar de onde vinha, ser como era antes de explorar este novo adiante. Por que seguir entre tanto frenesi, tanta vergonha, tantos abusos? Para que passar mais uma vez por tudo isso e retornar talvez ileso ou continuar assim, indeciso? Os ponteiros amea&#231;aram mover-se, o som voltou a tocar num crescendo de outros choros e lamentos, era certo que iria acordar. E logo ali, mesmo depois de tanto que vi, sentindo carinho, prote&#231;&#227;o dos amigos... Mesmo assim, ainda que sozinho, prefiro o que antes senti, quando era puro e n&#227;o compreendia nada disso tudo, quando era t&#227;o s&#225;bio quanto o universo e me era f&#225;cil lembrar. Que foi s&#243; um sonho. Que acredito estar acordado, vivendo a realidade, quando na verdade, nem mesmo estou pensando. &#201; s&#243; mais um sonho. E aguardo correndo atrav&#233;s da urg&#234;ncia, que o tempo pare novamente. </description>
			<link>http://ivanvolpe.blog.terra.com.br/e_entao_o_tempo_parou</link>
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			<title>Voltar a ser...</title>
			<description>O que falta para voltarmos a ser crian&#231;as? E pararmos de nos preocupar tanto com coisas absurdas e sem sentido, com coisas que s&#243; passamos a nos preocupar depois de &#8220;crescidos&#8221;? Quanto ainda falta para sairmos pela rua dan&#231;ando, cantando, correndo... Sem pensar em quem vai notar, o que v&#227;o falar, quais as conseq&#252;&#234;ncias... E que conseq&#252;&#234;ncias t&#227;o evitadas por n&#243;s s&#227;o essas? O que &#233; ser normal? Andar na mesma linha dos outros tantos bilh&#245;es, ter os mesmos desejos, acreditar nas mesmas coisas... Por que queremos o mesmo? Sempre o mesmo. Nos vestimos da mesma forma, caminhamos da mesma forma, comemos o que os outros comem, pensamos o que tantos pensam que est&#227;o certos ao pensar. Quem &#233; o louco da hist&#243;ria? Com certeza Raulzito &#233; o maluco no final, mas coitado, foi t&#227;o cedo... E em pouco tempo mudou tantos. At&#233; um certo imortal, que um dia j&#225; foi diferente. Tudo por n&#227;o ser normal. Os Mutantes n&#227;o, preferiram ser loucos e felizes, pensando ser deuses... E ainda est&#227;o vivos! Talvez por serem eles mutantes. E ser&#225; que n&#227;o o somos todos? E acreditamos fielmente em coisas como casamento, um bom emprego, estabilidade, fama, como se fossem a chave da felicidade. Ser&#225;? Pode ser o caminho mais comum tamb&#233;m. Mas ser&#225; que a felicidade &#233; comum a todos? E se a felicidade estiver em seguir sem rumo, desvendando o futuro sem esperar por ele? Correr os riscos que surgirem, sem medo? O que nos impede de come&#231;ar de novo ap&#243;s um erro? O que me impede de ser livre e feliz neste exato momento? Talvez o que &#233; &#8220;normal&#8221; seja exatamente o que tanto evitamos. O que nos impede de voltar a ser crian&#231;as - com tanta coisa pela frente, tantas brincadeiras cheias de aprendizado e alegria, sem barreiras, sem fim - talvez seja essa vontade de viver o mesmo que algu&#233;m viveu e disse ser feliz. Falta acreditarmos que somos o que quisermos ser, sem limites. Somos o que sentimos. E andamos sentindo muita velhice em nossos ossos, estamos cansados de ser idosos no cora&#231;&#227;o. &#201; hora de rejuvenescer. &#201; hora de lutar contra a normalidade das coisas e contra essa aceita&#231;&#227;o de padr&#245;es, explodir em vida, sendo o que fomos feitos para ser: eternas crian&#231;as.</description>
			<link>http://ivanvolpe.blog.terra.com.br/voltar_a_ser</link>
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			<title>E se fosse hoje?</title>
			<description>Vivemos a postergar nossas vidas para o amanh&#227;, vivendo eternamente no passado e creditando nossos sucessos a um futuro que nunca existir&#225;. J&#225; partimos da id&#233;ia de que vencer e ser feliz &#233; muito dif&#237;cil e acabamos por nos apegar a cren&#231;as e ideologias de salva&#231;&#227;o. Mesmo assim, nos recusamos a ver que nossos atos presentes s&#227;o a &#250;nica coisa com a qual contamos. Nunca est&#225; no hoje o destino de nossa caminhada humana, nunca est&#225; vis&#237;vel e palp&#225;vel a nossa ru&#237;na ou triunfo. Pensando que sempre deixamos nossas vit&#243;rias ou cataclismos apocal&#237;pticos no futuro, pergunto agora: E se fosse hoje? E se fosse hoje que as geleiras derretessem e instantaneamente invadissem as cidades costeiras? Destruindo todo o nosso sistema econ&#244;mico e levando milhares de pessoas? E se fosse hoje que a &#250;ltima gota de petr&#243;leo tenha sido queimada, extinguindo toda a possibilidade de utilizarmos esta fonte de energia? E se todos os alimentos estivessem HOJE contaminados pela enorme polui&#231;&#227;o do solo, da &#225;gua e do ar? E se n&#227;o pud&#233;ssemos mais contar com sa&#250;de, pois tudo o que est&#225; ao redor do nosso corpo &#233; nocivo? E se florestas inteiras estivessem completamente dizimadas HOJE? Talvez o &#250;nico ser a poder pensar num futuro melhor, se tudo isso fosse visto e sentido HOJE, seria a pr&#243;pria Terra, sabendo que em pouco tempo nenhum humano estaria em p&#233; sobre ela e, logo, esta poderia come&#231;ar a recompor-se em seu lento metabolismo de cura. Se ao menos pud&#233;ssemos HOJE saber que somos todos parte de algo muito maior e &#250;nico, que estamos intimamente ligados entre si, e cada ato, cada gesto, cada pensamento influi drasticamente neste todo... Se ao menos HOJE, troux&#233;ssemos para c&#225;, para o presente, todas as aspira&#231;&#245;es do futuro, a felicidade, o sucesso... Se antecip&#225;ssemos a sensa&#231;&#227;o da morte para sabermos HOJE que nada disso que vemos ou tocamos &#233;, em absoluto, real... E pud&#233;ssemos sentir Amor... Incondicional... Quem sabe HOJE, ser&#237;amos toda a perfei&#231;&#227;o que um dia sonhamos e realmente acreditamos para o futuro. E se fosse hoje que descobr&#237;ssemos que n&#227;o h&#225; o tempo, n&#227;o h&#225; amanh&#227; e que HOJE &#233; a &#250;nica ferramenta que dispomos em m&#227;os? Talvez, quem sabe, nem precisar&#237;amos indagar sobre o que fazer hoje.</description>
			<link>http://ivanvolpe.blog.terra.com.br/e_se_fosse_hoje</link>
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